Presidente do PC do B fala sobre encontro
Ter, 23 de Fevereiro de 2010 21:27

O presidente do Partido Comunista do Brasil de Taperoá, Valtécio Rufino, atendeu ao convite de GN para falar sobre o encontro que reuniu empresários e políticos da cidade e do Estado na Granja Rainha, de propriedade de Raul Pompeu.
Valtécio aproveitou para falar também das conjunturas políticas do município e da Paraíba. Ele dá a opinião sobre a festa que foi promovida para o vereador Sandro Brito no dia 17 de janeiro no sítio do empresário Raul Pompeu. Na ocasião estiveram também presentes vereadores, ex-prefeitos e industriais do sertão, além de correligionários do petista.
Após o encontro das autoridades surgiram boatos entre as classes política e comercial de Taperoá de que ele serviu para lançar a pré-candidatura de Sandro e do médico Audy Nunes, como prefeito e vice, respectivamente, para o pleito municipal de 2012. Os dois não confirmam e também não desmentem as informações.
Abaixo você lê na integra a entrevista com Valtécio Rufino.
GN – Valtécio Rufino, presidente do PC do B, como o Sr. está vendo a festa que foi promovida para o vereador Sandro Brito no último dia 17 de janeiro na Granja Rainha, do empresário Raul Pompeu?
VR- Fiquei sabendo que tinha havido uma festa neste sítio, conhecido como Granja Rainha, fato comum e que não ensejaria nem uma outra interpretação se não de que foi uma festa entre amigos.
GN – O evento provocou entre os moradores comentários de que foi montada previamente uma chapa majoritária para 2012 encabeçada por Sandro e pelo médico Audy Nunes. O que o Senhor tem a dizer sobre o que estão falando sobre o assunto, acha mesmo possível que o encontro que reuniu empresários e políticos de Taperoá e do sertão do Estado, serviu mesmo para isso?
VR – Pode até ser que tenham existido conversas sobre política, nada mais natural, quando há o encontro entre pessoas que gostam da política. Agora fazer acordos políticos, faltando quase 3 anos para as eleições, não é inteligente pensar que isso possa ter se passando pelas cabeças dessas pessoas, o tempo é de se falar de eleições de Governo Federal e Estadual.
GN – Qual a sua opinião particular e do partido que o Senhor administra em Taperoá sobre a possível composição Sandro/Audy, candidatos a prefeito e vice, respectivamente, para 2012, apesar de ambos não terem confirmado nada oficialmente?
VR – Os boatos são o combustível do imaginário popular. Antes do pleito de 2008 várias chapas foram formadas: Perazo, Flavio da Junta, Marco Vicente etc. Taperoá é uma cidade que respira política. Essa hipotética chapa pode acontecer basta que o povo queira. Sandro tem tanta capacidade de ser prefeito quanto outros filhos de nossa terra. O médico Dr. Audy, apesar de não o conhecê-lo, as pessoas falam muito bem dele. A política é dinâmica, muita coisa pode acontecer até 2012.
GN – É cedo tratar de uma eleição que ainda faltam quase três anos para acontecer?
VR – Sim! Em Taperoá é quase inevitável não falar de eleições, mesmo faltando tanto tempo. Temos é que ter o bom senso para que não comecemos uma guerra eleitoral antes do tempo, sem necessidade.
GN – O fato de o prefeito Deoclécio Moura ainda não ter um nome para sucedê-lo e da possibilidade de o grupo Mandú ressuscitar na eleição estadual de outubro desse ano, está fazendo com que políticos que não são dos dois blocos que se revezam no poder local, se antecipem e pensem em estratégias para o pleito de 2012? VR – A formação de uma terceira via já foi muitas vezes cogitada por políticos, que descontentes com os dois lados, buscavam um outro espaço, sob a alegação de que não havia o acolhimento devido. É natural quecom o aparecimento de uma outra candidatura, com chances reais de ganhar, para o governo do Estado, possa reanimar esses pretendentes da terceira via.
GN – Sandro Brito é jovem e implanta uma política que entra em choque com o velho hábito de governar. O petista não é médico, não é empresário e não nada em dinheiro, que geralmente são fatores relevantes que fazem com que candidatos ganhem uma eleição. O Senhor acha possível uma pessoa ser eleita vinda do povo?
VR – Claro, a prova maior é a eleição do Lula. A eleição que é pauta pela força de dinheiro não legítima, devemos combater sempre, para o bem da democracia.
GN – A situação política do Estado reflete diretamente na conjuntura política do município. O PC do B já tomou uma posição em relação às eleições desse ano? VR – Não! Estamos aguardando as orientações do Comitê Estadual.
GN – Cássio segurou por muito tempo o que a maioria já sabia, que ele apoiaria a candidatura do prefeito da Capital para o governo do Estado. O Senhor acha que com a aliança dos Cunha Lima e vencendo em outubro, Ricardo Coutinho corre o risco de ser a próxima “Cozete”?
VR – São histórias diferentes. Cozete não teve pulso para ir até superfície e respirar, ela foi apagada pela força dos Cunha Lima. A coisa com Ricardo é diferente. Ricardo Coutinho é firme, tem pulso, não vai deixar que seja abafado por ninguém.
GN – Em Taperoá, o PSB, partido de Ricardo, está nas mãos do ex-vereador Flávio Antônio. O apoio de Cássio ao gestor pessoense, reanima Lula e Socorro. Não é mais segredo que Flávio e o prefeito Deoclécio Moura, que é Pessebista, estão com a relação afetada, ou seja, a situação está complicada. Você vê alguma resolução nisso?
VR - Mais uma vez volto a dizer que são boatos. Flavinho é um companheiro importante que participou e ajudou a eleger o atual prefeito.
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