
O Calendário eleitoral está lançado. No dia 07 de outubro deste ano, Taperoá já terá novo prefeito eleito, assim como vice-prefeito e vereadores.
O site CARIRI NOTÍCIAS, abre, com a entrevista que segue, uma série de reportagens sobre o pleito eleitoral. Nosso Objetivo é apresentar aos seguidores, o cenário político das cidades, personalidades da sociedade do cariri, formadores de opinião, comentários, críticas, propostas e finalmente, os candidatos.
Para a primeira entrevista, escolhemos o advogado Manuel Dantas Vilar – o Dantinhas – que recebeu a equipe de reportagem em seu escritório de advocacia na cidade de Taperoá.
CARIRI NOTÍCIAS: Como se vê em Taperoá?
Dantinhas: Sou um advogado militante, taperoaense, com raízes na zona rural, que gosta do que faz e teve a graça de acertar na profissão escolhida. Sou cercado de parentes da melhor categoria, cultuo a amizade por princípio e tento aprender mais a cada dia.
CN: Sobre as eleições municipais, em geral, o que tem a dizer?
Dantinhas: Será um ano diferente para a situação, que nestes últimos tempos teve unanimidade em torno do nome do candidato a prefeito. Olhar em torno para escolher o substituto não é tarefa fácil, que deve ser cumprida com muito cuidado e negociação, que já estão em marcha, pelas conversas recentes.
CN: E a oposição?
D: Já fechado em torno do nome da candidata – já conhecida por todos – resta agora fechar a chapa majoritária, com a indicação do vice, que pode ser algum integrante da situação rompido, ou um nome mais vinculado aos jovens, já que o setor feminino se acha representado.
CN: E o nome do candidato da situação?
D: Isso é o que não falta. Está aí a delicadeza do tema: Escolher nome que aglutine maior satisfação entre o eleitorado e mantenha o compromisso com o trabalho em marcha. Isso vale tanto para o cargo de prefeito quanto ao de vice. Por isso, é fundamental a opinião do atual prefeito. Será o grande maestro dessa fase eleitoral. Percebi uma mudança muito forte na mentalidade do eleitorado que decide a eleição. Os últimos resultados aqui em Taperoá demonstraram significativo aumento nos votos de reconhecimento. Isso é bom até para a classe política. A mensagem é clara: se não trabalhar, não tem reconhecimento nem voto.
CN: Que espera dos candidatos?
D: Devem ser nomes que demonstrem compromisso com o cargo. Que não tratem a carreira política como investimento, e sim como uma das mais importantes missões confiadas pelo povo. Não se pode resumir uma sucessão municipal a mero acordo financeiro ou disputa de poder. Taperoá é importante para toda a região, se ela desenvolve, todo o Cariri, cresce.
CN: Seu nome é um dos citados para a sucessão municipal. O que tem a dizer?
Dantinhas: Rapaz, isso não é pergunta, é um tiro! (risos). Mas, vamos lá: Há tempos tenho sido cobrado por amigos e companheiros uma atuação direta na política. Isso me deixa lisonjeado, principalmente pelos nomes que me abordam sobre o tema. A carreira política não tem sido minha meta pessoal, já que, como advogado, tenho dado à sociedade minha contribuição possível. Acho que não saberia enfrentar a disputa interna pela indicação do nome sem um prejuízo pessoal. Atuei em cargos de confiança, onde aprendi muito, fiz amigos, dei o melhor de mim na execução das tarefas confiadas. Na esfera eleitoral, ajudei no diálogo político, atuei como advogado, militante partidário e coordenei duas campanhas. Acho que está bom, não?
CN: Tem gente que acha que não...
D: A esses, de coração, meu muito obrigado. Fico vaidosíssimo por ser lembrado para uma função tão espinhosa. Me sinto obrigado a continuar prestando, para merecer tanta graça.
CN: O que vai acontecer, após a escolha dos nomes?
D: A situação vai manter o discurso da união, do trabalho e da esperança em dias melhores. Vai se pautar pela comparação entre o que foi feito nos dois últimos mandatos e os anteriores, quando Taperoá teve o grupo da atual oposição no comando. Esse, por sua vez, vai tentar dar uma mensagem de esperança, do compromisso; vai tentar convencer que não é um passado de atraso, e sim um futuro de compreensão. Caso o debate se torne mais agressivo, haverá buscas, de parte a parte, de eventuais erros e possíveis ilegalidades cometidas nas administrações. Há desgastes nos dois lados (o que é natural), que demandarão tempo e diálogo para serem removidos.
CN: E a terceira força?
Se existir, continuará sendo terceira. Não há espaço para mais uma força política em nosso eleitorado. Os dois lados já governaram o município. Por conta disso, o debate gira entre dois pólos. A terceira força chega com uma imagem e com uma mensagem de esperança, de renovação. Compete com o discurso dos dois lados simultaneamente. Vai acontecer o de sempre: No máximo, cinco por cento dos votos válidos; por protesto, por ideologia ou por parentesco, seguirão essa corrente.
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